Modelagem Matemática da Dinâmica de Transmissão da Dengue em Mosquitos Infectados por Wolbachia
Resumo
O vírus da dengue, hoje endêmico nas Américas, é o arbovírus de maior prevalência mundial, com índices de morbidade e mortalidade crescentes. É uma doença sistêmica sazonal, infecciosa, de caratér agudo e febril, transmitida para a população humana através da picada de fêmeas infectadas de Aedes aegypti Linnaeus, 1762 (Diptera: Culicidae) [2]. O aumento nos casos confirmados e de óbitos nos últimos anos torna latente a busca por métodos efetivos de controle dessa doença. Estratégias de controle biológico têm sido empregadas, como é o caso da utilização de Wolbachia, bactéria intracelular que pode inibir a replicação do vírus no organismo do vetor [1, 3]. Em adição, a vacinação da população pode atuar como elemento chave no sentido de supressão dos casos de infecção por dengue. Propõe-se um modelo compartimental, descrito por equações diferenciais ordinárias, para modelar matematicamente a dinâmica do vetor infectado e não infectado por Wolbachia, em relação à população humana e à transmissão do vírus da dengue, em um cenário onde existe vacinação. Apresentaremos análises do modelo e simulações numéricas, com o objetivo de explorar as duas formas de controle da transmissão da dengue consideradas, sendo estas vacinação da população humana e liberação de mosquitos infectados com Wolbachia. [...]
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Referências
A. A. Hoffmann et al. “Successful establishment of Wolbachia in Aedes populations to suppress dengue transmission”. Em: Nature 476.7361 (2011), pp. 454–457. doi: 10.1038/nature10356. url: https://doi.org/10.1038/nature10356.
A. M. Menezes et al. “Perfil Epidemiológico da dengue no Brasil entre os Anos de 2010 à 2019 / epidemiological profile of dengue in Brazil between 2010 and 2019”. Em: Brazilian Journal of Health Review 4.3 (2021), pp. 13047–13058. doi: 10.34119/bjhrv4n3- 259. url: https://doi.org/10.34119/bjhrv4n3-259.
T. Walker et al. “The wMel Wolbachia strain blocks dengue and invades caged Aedes aegypti populations”. Em: Nature 476.7361 (2011), pp. 450–453. doi: 10.1038/nature10355. url: https://doi.org/10.1038/nature10355.