Modelo Matemático para a Dinâmica do Decaimento de Medicamentos para a Doença de Parkinson
Resumen
A Doença de Parkinson (DP) é uma condição neurodegenerativa progressiva, sem cura que afeta o sistema nervoso central, sendo caracterizada pela degeneração dos neurônios responsáveis pela produção de dopamina na substância negra, uma pequena região do mesencéfalo [6]. Esse neurotransmissor é fundamental para a comunicação entre as células nervosas, e sua deficiência compromete a execução de movimentos voluntários automáticos, resultando na perda do controle motor, um dos principais sintomas da DP. Embora incurável, a doença pode ser tratada para amenizar seus efeitos e proporcionar uma melhor qualidade de vida ao paciente. Nesse sentido, abordagem terapêutica DP é focada principalmente no alívio dos sintomas, com o objetivo de preservar e ampliar a autonomia do paciente, além de minimizar seus incômodos [1]. A levodopa, principal fármaco utilizado no tratamento da DP, apresenta dois tipos de res posta: uma de curta duração (RCD), que se manifesta por poucas horas após a administração do medicamento, e uma de longa duração (RLD), que pode perdurar por várias horas ou até dias. Conforme apontado por [5], com a progressão da doença, há uma tendência de redução da RLD e uma prevalência cada vez maior da RCD.O uso contínuo da levodopa pode, com o tempo, levar ao surgimento de flutuações motoras e movimentos involuntários [7]. Essas alterações podem com prometer a eficácia do medicamento, agravando o quadro clínico do paciente, como demonstram estudos citados por [4]. Diante desse contexto, este trabalho emprega a Modelagem Matemática para descrever, de forma quantitativa, a dinâmica da levodopa no organismo de um paciente com Parkinson que faz uso diário da medicação. Essa abordagem possibilita novas deduções e comparações entre os resultados obtidos pelo modelo e a realidade observada [2]. A construção do modelo matemático baseia-se em simplificações da realidade, buscando aproximar-se ao máximo do comportamento clínico da doença [2]. Consideramos, como hipótese, que a administração da levodopa reduz (ou até anula) os sintomas da DP até a ingestão da dose seguinte. No entanto, após um período prolongado de uso, ajustes na dosagem se tornam necessários para manter o paciente no estado "On" pelo maior tempo possível. Com a progressão da doença, a eficácia do medicamento pode diminuir, resultando em flutuações motoras. A equação 1 descreve esse modelo matemático e foi proposta em [3]. [...]
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Citas
A. Andrade, A. Machado, C. Morais, M. Campos, K. Naves, B. Pessôa, A. Paixão, A. Rabelo, F. Oliveira, M. Zarus e M. Vieira. “Sinais e Sintomas Motores da Doença de Parkinson. Caracterização, Tratamento e Quantificação”. Em: Novas tecnologias aplicadas à saúde: integração de áreas transformando a sociedade. Ed. por C. R. M. L. Leite e S. S. R. F. Rosa. Vol. 1. EDUERN, 2017. Cap. 4, pp. 195–228. doi: 978-85-7621-164-8.
G. L. Diniz. Equações de Diferenças e Sistemas com Aplicações Biológicas. 2a. ed. São Paulo: SBMAC, 2011.
A. I. Fonseca, J. F. C. A. Meyer e D. H. Pastore. “Modelagem Matemática - a evolução e o tratamento da doença de Parkinson”. Dissertação de mestrado. Unicamp, 2022.
A. R. P. Machado. “Visualização e Classificação de Características para a Discriminação Entre Indivíduos com a Doença de Parkinson Submetidos a Tratamento com Levodopa e Estimulação Profunda do Cérebro”. Tese de doutorado. FEE/UFU, 2016.
B. S. F. Oliveira. “Avaliação da resposta de curta duração da levodopa em pacientes com doença de Parkinson submetidos à estimulação cerebral profunda crônica no núcleo subtalâmico”. Dissertação de mestrado. UFRS, 2018.
C. F. M. Souza, H. C. P. Almeida, J. B. Sousa, P. H. Costa, Y. S. S. Silveira e J. C. L. Bezerra. “A Doença de Parkinson e o Processo de Envelhecimento Motor”. Em: Revista Neurociências 19 (2011), pp. 718–723. doi: 10.34024/rnc.2011.v19.8330.
A. L. S. Werneck. “Doença de Parkinson: etiopatogenia, clínica e terapêutica”. Em: Revista Hospital Universitário Pedro Ernesto 9 (2010), pp. 1–11.